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Sentir não é fraqueza. Sentir é humano.

  • Foto do escritor: Projeto Fora da Caixa
    Projeto Fora da Caixa
  • 7 de out.
  • 1 min de leitura
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As emoções existem por uma razão.


A tristeza mostra que algo importante foi perdido. A raiva ajuda a defender seus limites. A culpa pode te reconectar com o que importa. E até a ansiedade, quando equilibrada, te prepara para agir.


Na psicologia, chamamos essas respostas de emoções primárias - universais, rápidas e ligadas à sobrevivência.


Elas funcionam como sinais internos que apontam para nossas necessidades e valores. Tristeza mostra o quanto os vínculos são valiosos. Raiva indica que há algo injusto ou um limite ultrapassado. Alegria revela o que tem significado para nós.


O problema não é sentir, mas se desconectar da função da emoção e começar a se julgar por senti-la. É nesse julgamento que surgem as chamadas emoções secundárias.


Funciona assim: você sente tristeza (emoção primária), mas em seguida vem a vergonha por estar triste. Ou sente raiva (emoção primária) e depois culpa por ter sentido raiva. É como uma sobreposição de emoções que cria confusão e aumenta o sofrimento.


Identificar qual emoção veio primeiro é um passo essencial para se escutar com mais clareza. Em vez de se julgar por sentir, pergunte-se: “O que essa emoção quer me mostrar?”. Ao se reconectar com essa função, você pode transformar a emoção em informação — e não em inimiga.


No fim das contas, saúde mental é sobre isso: aprender a reconhecer padrões, entender emoções, questionar crenças e encontrar caminhos mais leves de lidar com a vida. Terapia não é apenas um espaço de cura, mas também de crescimento, reflexão e construção de um eu mais consciente e preparado para os desafios.


Porque sentir não te enfraquece. Te humaniza.

 
 
 

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