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O peso da incerteza

  • Foto do escritor: Projeto Fora da Caixa
    Projeto Fora da Caixa
  • 7 de out.
  • 2 min de leitura
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Um dos fatores que alimentam a ansiedade é a intolerância à incerteza. Pessoas ansiosas sentem necessidade de prever e controlar todos os resultados possíveis. Quando isso não é possível, o que é quase sempre, surgem o medo, a sensação de impotência e a evitação de situações que poderiam ser vividas com mais leveza.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que a intolerância à incerteza está relacionada a padrões cognitivos específicos. A mente ansiosa tende a produzir pensamentos catastróficos, antecipando o pior cenário possível (“e se algo der errado?”, “e se eu não der conta?”). Esse estilo de pensamento é reforçado por distorções cognitivas, como a superestimação do risco e a subestimação dos próprios recursos.

A mente cria uma equação inconsciente: “O risco é enorme e eu não tenho recursos para lidar com ele.” O problema é que essa equação geralmente está distorcida. A ansiedade exagera a ameaça e diminui a percepção de capacidade. É como usar óculos que ampliam apenas o risco e borram as possibilidades de solução.

Esse padrão cognitivo impacta diretamente as emoções, gerando estados persistentes de tensão, medo e insegurança. Como consequência, surgem comportamentos de evitação (fugir de situações novas, adiar decisões) ou de busca excessiva de segurança (pedir garantias, checar várias vezes, depender de certezas externas). O alívio é momentâneo, mas o ciclo ansioso se mantém.

Aprender a questionar esses pensamentos é essencial. Nem sempre o risco é tão grande quanto parece, e muitas vezes a pessoa tem mais recursos do que imagina para lidar com os desafios. No processo terapêutico, trabalhar a flexibilidade cognitiva e a aceitação da incerteza ajuda a pessoa a se expor gradualmente a situações desconhecidas, fortalecendo a confiança em sua própria capacidade de lidar com o inesperado.

 
 
 

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