Crenças: verdades que carregamos sobre nós
- Projeto Fora da Caixa
- 7 de out.
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Talvez você tenha crescido ouvindo que não era suficiente, que precisava ser perfeito, que não podia errar. Essas vozes, com o tempo, se transformam em crenças centrais, ideias profundas sobre quem você é, sobre os outros e sobre o mundo.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), chamamos de crenças centrais essas ideias mais enraizadas, globais e absolutas. Elas costumam ser rígidas e se formam a partir de experiências precoces, principalmente em contextos familiares e sociais. Judith Beck, uma das principais referências na TCC, descreve três categorias comuns: crenças de desamparo (“sou incapaz”), de desamor (“sou indigno de afeto”) e de desvalor (“sou inadequado ou inferior”).
O problema é que, mesmo quando não fazem mais sentido, elas continuam moldando nossa forma de pensar, sentir e agir. Por exemplo, uma crença como “não mereço amor” pode gerar pensamentos automáticos como “ele vai me abandonar”, levando a emoções de ansiedade e comportamentos de evitação ou submissão. Esse ciclo mantém a pessoa presa ao sofrimento, mesmo diante de evidências contrárias.
A boa notícia é que crença não é sentença. Na terapia, é possível identificar essas ideias, confrontar a validade delas e construir narrativas mais verdadeiras, mais cuidadosas e mais alinhadas com quem você realmente é.
Com técnicas como reestruturação cognitiva, experimentos comportamentais e o fortalecimento de crenças alternativas mais funcionais, abre-se espaço para que você viva com mais liberdade, autocompaixão e autenticidade.




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