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A Verdade Sobre a Mudança: Por Que Não É Tão Simples Assim

  • Foto do escritor: Projeto Fora da Caixa
    Projeto Fora da Caixa
  • 7 de out.
  • 2 min de leitura
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Você já reparou como a gente adora soluções fáceis? “Emagreça em 7 dias.” “Mude sua vida com 3 passos simples.” “Pare de fumar com este método milagroso.”

Lá no fundo, sabemos que não é bem assim. Mas ainda assim, torcemos para existir um caminho mágico, sem esforço. O problema é que isso não existe. Como disse o psicólogo e pesquisador James Prochaska, autor do livro Mudar para Melhor: “Para cada problema complexo, existe uma resposta fácil: a errada.”

A verdadeira transformação não acontece de um dia para o outro. Ela é um processo. Tem etapas, voltas, recaídas e preparo. E entender essas etapas é essencial para que a mudança não morra na largada.

A primeira barreira: nem perceber que precisa mudar

Às vezes, a dificuldade começa antes mesmo da ação.Sabe aquela pessoa que você quer muito ajudar, mas parece que ela não quer ser ajudada? Ou até você mesma, que carrega um comportamento prejudicial, mas não enxerga problema nisso?

Esse estágio se chama pré-contemplação. Nele, a pessoa não reconhece que precisa mudar. As frases típicas são: “Eu paro quando quiser” ou “Não está me prejudicando em nada.”O curioso é que, muitas vezes, já existem consequências, mas admitir o problema significaria encarar o que será necessário mudar. E isso assusta.

Nessa fase, não adianta forçar. O que ajuda é provocar reflexão, plantar uma dúvida, gerar incômodo. Porque a mudança só começa quando a ficha cai.

Daí surge um conflito conflito: querer mudar sem querer mudar

Quando a ficha cai, entramos na contemplação. É aquela fase em que você já sabe que precisa mudar, mas ainda não quer abrir mão de certas coisas.“Quero emagrecer, mas não quero parar de comer como sempre comi.”“Quero passar em um concurso, mas odeio estudar.”

Esse conflito interno nos paralisa. Ficamos tentando conciliar o inconciliável: manter hábitos antigos e conquistar resultados novos. E sabe o mais comum? Essa fase pode durar anos. Muitas pessoas só saem dela quando algo forte acontece, uma perda, um susto, um prejuízo. Mas não é preciso esperar pela dor. Perguntar-se: “O que estou tentando manter que não cabe mais na vida que quero ter?” pode ser o gatilho para sair da contemplação e dar o próximo passo.

 
 
 

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